OMS: enxaqueca é incluída rol de doenças mais incapacitantes

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23 de julho de 2018
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OMS: enxaqueca é incluída rol de doenças mais incapacitantes

A enxaqueca afeta cerca de 15% da população brasileira, algo em torno de 31 milhões de pessoas, a maioria na faixa dos 25 aos 45 anos. Após os 50, a taxa tende a diminuir, principalmente em mulheres. Quando se trata de crianças, ocorre em 3% a 10%, afetando igualmente ambos os sexos antes da puberdade. Após essa fase, o predomínio é no sexo feminino.

Entre as mulheres, o problema chega a até 25%, mais que o dobro da prevalência entre os homens, segundo o Ministério da Saúde. Mas, de acordo com a Academia Americana de Neurologia, basta preencher os critérios que identificam a enxaqueca para que o tratamento possa ser iniciado.

Considerado um dos problemas que mais incapacita o indivíduo no convívio social e desempenho profissional, buscamos o auxílio o diretor presidente da Radicom, médico Guido Cardoso Anicet – neurologista, neurocirurgião e neurorradiologista, a fim de esclarecer os principais aspectos junto a comunidade em geral – em entrevista. Confira!

Se você tem cefaleia, será enxaqueca?

– Antes de tudo, cabe o destaque que a cefaleia – termo técnico para dor de cabeça – se trata de um tipo de enxaqueca, que é benigna. Mas nem toda cefaleia é enxaqueca, existem outros inúmeros casos! Logo, não pudemos supor o diagnóstico do distúrbio para tratar e, sim, descartar outras possibilidades de doenças – inclusive mais graves, como tumores e aneurismas cerebrais – que causem as dores de cabeça. Por isso é sempre aconselhável ao indivíduo a busca por um médico especialista que fará a prescrição do melhor tratamento – ao invés de se automedicar, alerta o médico Guido Cardoso Anicet – neurologista, neurocirurgião e neurorradiologista.

Dando sequência a entrevista com o Doutor Guido Anicet, o mesmo discorre sobre a relação da enxaqueca e fatores hereditários?

– A enxaqueca pode ser hereditária, sim. Então não é raro que várias pessoas de uma mesma família sofram do problema. Entretanto, cabe o destaque que a enxaqueca trata-se de um problema multifatorial que pode estar associado, por exemplo: as alergias, estresse, ansiedade, questões hormonais, entre outros, sinaliza o médico Guido Cardoso Anicet.

“Ou seja, sempre sugerimos – em consultório – aos nossos pacientes que esses façam uma leitura desde o surgimento do distúrbio, considerando mudanças de comportamentos, inclusive, na alimentação. Ocasião a qual auxilia na investigação do problema e desenvolvimento de um diagnóstico preciso e adequado”, lembra Anicet.

Sintomas de alerta?

– Apesar da sintomologia da enxaqueca ser tão variada de um indivíduo para outro, em boa parte das vezes – ela vem acompanhada de fenômenos clássicos. Fato que viabiliza um diagnóstico completo, junto a realização de exames de neuroimagem. Tais como, alterações visuais, perda de força e náuseas, aponta o diretor presidente da Radicom.

Dos tratamentos pertinentes?

“Considerando o grau de incapacitação promovido pela enxaqueca – seja no convívio social ou até mesmo no trabalho, existe uma série de tratamentos. No entanto, é fundamental, também, a realização de exames de neuroimagem – ressonância e tomografia – antes de se fechar um diagnóstico conclusivo de enxaqueca e descartando a possibilidade de outras patologias. Afinal, cada um tem a sua particularidade e isso deve ser considerado sempre”, afirma o Doutor Guido Anicet.

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